- Em um eventual segundo turno entre Serra e Dilma, o senhor então irá de Serra?
- Sim, num eventual segundo turno apoio Serra.
- Últimas perguntas. Qual é exatamente sua posição sobre o comércio de drogas consideradas ilícitas?
- Minha proposta é reformar a polícia. Sem boa polícia não há politica de repressão ou discriminação. É uma ponte entre extremos.
(Fernando Gabeira, entrevista ao Blog do Noblat via Twitter, 02/05/10)
sábado, 24 de julho de 2010
plínio
"PLINIO, O PROVOCADOR
No próximo dia 26, Plínio Arruda Sampaio faz 80 anos. Viu e participou de muita coisa que ocorreu neste país nas últimas seis décadas, pelo menos. Em 1964, fugiu de Brasília de carro com um casal amigo e os dois filhos pequenos de André Reis, um figuraça do velho "partidão", que os "emprestara" para fingir que era uma família.
Depois de 12 anos no exílio, no Chile e nos EUA, ele articulou com Fernando Henrique e Almino Afonso, ex-ministro de Jango, o Partido Socialista Democrático Popular (PSDP), que já tinha até programa e manifesto, mas não vingou. Segundo ele, FHC roeu a corda e passou a defendeu a união do antigo MDB contra a ditadura.
Plínio pulou para outra empreitada e fez o primeiro estatuto do PT em 1980. Mas, com o tempo, se desiludiu: "Acompanhei a virada do PT para a direita. Aí, fim de papo". E foi um dos fundadores do PSOL, pelo qual concorre agora contra Serra, Dilma e Marina, na condição de "nanico". O dissidente do PT nasceu com discurso vigoroso, mas condições frágeis.
Com uma curiosa trajetória, que começa na comportada democracia cristã -era deputado do PDC quando, aos 32 anos, relatou a reforma agrária na Câmara-, Plínio saiu do centro, guinou para a esquerda e fincou raízes na extrema esquerda, se é que é possível falar em extrema esquerda no Brasil.
Há quem entre em campanha para ganhar, custe o que custar (em vários sentidos). Não é o caso do octogenário Plínio, que entrou porque seu partido decidiu ter candidato próprio sem ter opções de nomes e porque ele quis um espaço para pregar a justiça social.
Na sua opinião, FHC e Lula avançaram pouco nessa questão fundamental, porque a redistribuição de renda é lenta e tem sido via salário, não via capital. Mas ressalva: "Eu não sou contra governos, sou contra o Estado brasileiro".
Numa eleição polarizada, Plínio pode cumprir o papel de... provocador. O que pode ser muito bom."
(Eliane Cantanhêde, Folha de SP, 22/07/10)
No próximo dia 26, Plínio Arruda Sampaio faz 80 anos. Viu e participou de muita coisa que ocorreu neste país nas últimas seis décadas, pelo menos. Em 1964, fugiu de Brasília de carro com um casal amigo e os dois filhos pequenos de André Reis, um figuraça do velho "partidão", que os "emprestara" para fingir que era uma família.
Depois de 12 anos no exílio, no Chile e nos EUA, ele articulou com Fernando Henrique e Almino Afonso, ex-ministro de Jango, o Partido Socialista Democrático Popular (PSDP), que já tinha até programa e manifesto, mas não vingou. Segundo ele, FHC roeu a corda e passou a defendeu a união do antigo MDB contra a ditadura.
Plínio pulou para outra empreitada e fez o primeiro estatuto do PT em 1980. Mas, com o tempo, se desiludiu: "Acompanhei a virada do PT para a direita. Aí, fim de papo". E foi um dos fundadores do PSOL, pelo qual concorre agora contra Serra, Dilma e Marina, na condição de "nanico". O dissidente do PT nasceu com discurso vigoroso, mas condições frágeis.
Com uma curiosa trajetória, que começa na comportada democracia cristã -era deputado do PDC quando, aos 32 anos, relatou a reforma agrária na Câmara-, Plínio saiu do centro, guinou para a esquerda e fincou raízes na extrema esquerda, se é que é possível falar em extrema esquerda no Brasil.
Há quem entre em campanha para ganhar, custe o que custar (em vários sentidos). Não é o caso do octogenário Plínio, que entrou porque seu partido decidiu ter candidato próprio sem ter opções de nomes e porque ele quis um espaço para pregar a justiça social.
Na sua opinião, FHC e Lula avançaram pouco nessa questão fundamental, porque a redistribuição de renda é lenta e tem sido via salário, não via capital. Mas ressalva: "Eu não sou contra governos, sou contra o Estado brasileiro".
Numa eleição polarizada, Plínio pode cumprir o papel de... provocador. O que pode ser muito bom."
(Eliane Cantanhêde, Folha de SP, 22/07/10)
josé arbex
"A mídia burguesa age como partido político, como demonstrou Gramsci. Gramsci mostrou
que a imprensa cumpre um papel fundamental para dar coesão ao processo de
formação da sociedade civil. E mostrou também que a imprensa é controlada
pelo capital privado, mas trata de assuntos públicos. Ou seja, ela é um
veículo privado que trata de assuntos que não são privados, que são da
esfera pública. E assim, esses assuntos da esfera pública são tratados de
uma forma privada quanto ao seu conteúdo, ao seu direcionamento, ou a
maneira pela qual eles são analisados, etc. e tal. Isto faz com que a
imprensa tenha adquirido um grande poder com a segmentação da burguesia e
com a economia burguesa, porque passa a exercer um papel que só é controlado
pelo próprio capital. Que não é controlado pelas instituições públicas. Noam
Chomsky observa que a primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos diz
que o Estado não pode censurar a opinião pública. Mas a primeira emenda nada
diz sobre as corporações, porque naquela época nem havia as corporações.
Então, a corporação censura. A corporação controla, define o que é notícia e
o que não é notícia. A corporação tem um poder tremendo de selecionar os
fatos, de divulgar os fatos de acordo com os interesses corporativos. E dá
para esses fatos a aparência de fatos públicos, quando na verdade são fatos
dados de forma privada. Por interesses privados. Logo, a imprensa toda é
partidária. Toda movida por interesses que não são os públicos. São
interesses ideológicos, financeiros, econômicos, interesses capitalistas."
(http://listas.rits.org.br/pipermail/cris-brasil/2005-November/003398.html)
que a imprensa cumpre um papel fundamental para dar coesão ao processo de
formação da sociedade civil. E mostrou também que a imprensa é controlada
pelo capital privado, mas trata de assuntos públicos. Ou seja, ela é um
veículo privado que trata de assuntos que não são privados, que são da
esfera pública. E assim, esses assuntos da esfera pública são tratados de
uma forma privada quanto ao seu conteúdo, ao seu direcionamento, ou a
maneira pela qual eles são analisados, etc. e tal. Isto faz com que a
imprensa tenha adquirido um grande poder com a segmentação da burguesia e
com a economia burguesa, porque passa a exercer um papel que só é controlado
pelo próprio capital. Que não é controlado pelas instituições públicas. Noam
Chomsky observa que a primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos diz
que o Estado não pode censurar a opinião pública. Mas a primeira emenda nada
diz sobre as corporações, porque naquela época nem havia as corporações.
Então, a corporação censura. A corporação controla, define o que é notícia e
o que não é notícia. A corporação tem um poder tremendo de selecionar os
fatos, de divulgar os fatos de acordo com os interesses corporativos. E dá
para esses fatos a aparência de fatos públicos, quando na verdade são fatos
dados de forma privada. Por interesses privados. Logo, a imprensa toda é
partidária. Toda movida por interesses que não são os públicos. São
interesses ideológicos, financeiros, econômicos, interesses capitalistas."
(http://listas.rits.org.br/pipermail/cris-brasil/2005-November/003398.html)
meus heróis não morreram de overdose
em alagoas, lula apóia collor; no rio, gabeira é apoiado por psdb e dem; em sp, soninha apóia serra.
tabus eleitorais
"No rastro da aprovação do casamento homossexual na Argentina, o espanhol "El País" destaca que no Brasil, "que pode virar a quinta potência econômica do planeta, a política se aferra aos tabus sexuais". Temas como aborto "nem os mais liberais querem abordar". Critica Dilma, "de cultura agnóstica", Serra, "que se diz católico", e a "evangélica" Marina."
(Nelson de Sá, Folha de SP, 20-07-10)
(Nelson de Sá, Folha de SP, 20-07-10)
Serra é recebido com ovo em caminhada em Santa Catarina
"O candidato à Presidência José Serra (PSDB) por pouco não foi atingido por um ovo nesta sexta-feira (23) à tarde, quando chegava ao Mercado Público de Florianópolis para uma caminhada.
Um manifestante não identificado jogou um ovo na direção do tucano logo que ele chegou ao local, por volta das 14h. O ovo acertou um dos seguranças que acompanhava o candidato. A informação é da Guarda Municipal.
O manifestante foi detido imediatamente pela guarda, que o encaminhou à delegacia. Como ninguém compareceu ao local para registrar um boletim de ocorrência, ele foi solto cerca após uma hora.
A Guarda Municipal não soube informar nome e idade do rapaz, nem se ele era ligado a algum partido político.A assessoria de Serra não havia se manifestado sobre o incidente até o final da tarde de hoje."
23/07/2010 - 16h49
ESTELITA CARAZZAI
DE FLORIANÓPOLIS
(http://www1.folha.uol.com.br/poder/771690-serra-e-recebido-com-ovo-em-caminhada-em-santa-catarina.shtml)
Um manifestante não identificado jogou um ovo na direção do tucano logo que ele chegou ao local, por volta das 14h. O ovo acertou um dos seguranças que acompanhava o candidato. A informação é da Guarda Municipal.
O manifestante foi detido imediatamente pela guarda, que o encaminhou à delegacia. Como ninguém compareceu ao local para registrar um boletim de ocorrência, ele foi solto cerca após uma hora.
A Guarda Municipal não soube informar nome e idade do rapaz, nem se ele era ligado a algum partido político.A assessoria de Serra não havia se manifestado sobre o incidente até o final da tarde de hoje."
23/07/2010 - 16h49
ESTELITA CARAZZAI
DE FLORIANÓPOLIS
(http://www1.folha.uol.com.br/poder/771690-serra-e-recebido-com-ovo-em-caminhada-em-santa-catarina.shtml)
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